O cenário político na Paraíba começa a dar sinais de instabilidade. Nos bastidores, o partido Avante, que recentemente passou por mudanças em sua direção estadual, avalia a possibilidade de deixar a base do governador Lucas Ribeiro e migrar para a oposição nas eleições que se aproximam.

A legenda estava sem comando no estado desde a saída do candidato a deputado federal, doutor Jhony Bezerra. Agora, sob a presidência de Márcio Lira, o Avante inicia um novo momento e já abriu diálogo com o candidato ao governo, Efraim Filho, com vistas a uma possível coligação na disputa majoritária.

A insatisfação do partido com o governo estadual é considerada evidente. Lideranças do Avante afirmam que compromissos firmados não foram cumpridos, especialmente no que se refere ao apoio na montagem da nominata proporcional. O sentimento predominante dentro da sigla é de desprestígio, o que tem intensificado as discussões sobre um eventual rompimento.

Diante desse cenário, o partido já negocia a possibilidade de desembarcar do projeto político de Lucas Ribeiro e integrar o grupo liderado por Efraim Filho, ampliando o campo de alianças da oposição.

O movimento do Avante não ocorre de forma isolada. Outro partido da base governista, o PDT, também demonstra insatisfação. A legenda cogita deixar o grupo após não conseguir viabilizar a indicação da ex-secretária Rafaela Camaraense para a vaga de vice na chapa majoritária.

O ambiente entre aliados do governo é descrito como de desconfiança e descontentamento. Avaliações internas apontam que a base de Lucas Ribeiro pode sofrer novas baixas, colocando em risco a manutenção de apoios importantes. Ao mesmo tempo, a oposição acompanha de perto as movimentações, buscando fortalecer sua articulação política no estado.

Com esse cenário em evolução, os próximos movimentos dos partidos devem ser decisivos para a configuração das alianças e para o rumo da disputa eleitoral na Paraíba.