O primeiro tempo no Mineirão foi ruim. O jogo teve pouca bola rolando e muitas faltas. Galo e São Paulo não tiveram grandes chances. Felipão tentou furar a defesa Tricolor mudando o esquema. Colocou Paulinho na ponta esquerda, trouxe Zaracho para dentro, e Igor Gomes caindo pela direita. Este último fez um primeiro tempo muito abaixo e foi substituído no intervalo.
A emoção mesmo ficou para o fim da partida. Hulk, que fazia um jogo apagado, com erros de passes, viu sua estrela de artilheiro brilhar mais uma vez. O gol abriu caminho para um respiro aliviado dos mais de 50 mil presentes no estádio.
Mas, minutos depois, o São Paulo empatou, de pênalti. O empate não adiantaria para o Atlético e colocaria um ponto final no sonho do título do Campeonato Brasileiro. O grito de “Eu acredito” foi ecoado aos quatro cantos do Mineirão, assim como hino do clube.
A positividade deu certo, e Paulinho, artilheiro isolado do Brasileirão, decidiu. Bola de Hulk para Paulinho mais uma vez. São 19 gols do camisa 10 na competição, e 15 do camisa 7. Eficiência e competência do ataque alvinegro na reta final.
A sinergia com a torcida fez parte durante os 90 minutos de partida no Mineirão precisa ser exaltada. No último jogo em casa, a Massa abraçou e fez sua parte, “acreditando” no sonho de viver mais um título do Campeonato Brasileiro, de preferência ainda este ano. Ao fim da partida, o ambiente era de vibração e superação. Na saída de campo, abraços calorosos e gritos de “Galo” por parte dos jogadores.
As chances são reais, mas ainda são pequenas. O Palmeiras precisa tropeçar diante do Fluminense, que joga com o time reserva neste domingo. Pés no chão de uma elenco que se blindou nesta reta final e virou a chave com um returno perfeito. O Galo saiu de um time que “brigaria por G-6” para ser postulante ao título. Dedo de Felipão, que conseguiu encaixar o time depois de um início indesejado.
Mineiramente, Felipão foi “comendo pelas beiradas” para alcançar a parte de cima da tabela e, hoje, tem a mesma pontuação do líder, com 66 pontos. Para o torcedor, impossível não lamentar alguns resultados, como as duas derrotas para o Vasco, e para o Coritiba em casa. Mas, é preciso olhar o copo sempre cheio.
Com foco no G-4, o time nunca sonhou com título, mas viu o desenho mudar e soube aproveitar. Como retrospectiva tradicional em todo final de ano, é preciso olhar a temporada do Galo com o copo cheio. Não depende só de si, mas teve uma recuperação espetacular no segundo turno para chegar a última rodada podendo ser campeão diante do Bahia. Um dèjavú de 2021, ano em que foi campeão brasileiro na Bahia. Independente do que acontecer na última rodada, é preciso dizer: “Valeu a pena, Galo!”