Na última semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) discutiu a possibilidade de descriminalização do aborto em qualquer circunstância até a 12ª semana de gestação. O assunto gera polêmica e divide opiniões na internet.
Dos 13 países que integram a América do Sul, 6 legalizaram ou descriminalizaram a interrupção da gravidez. Argentina, Chile e Colômbia são os mais recentes. Vale lembrar que o Brasil é um dos países com legislações mais rígidas sobre o aborto.
Apesar disso, as mulheres conquistaram algumas mudanças: o direito ao aborto em caso de risco à vida, depois em caso de estupro e mais recentemente em caso de anencefalia.
A lei prevê duas exceções, se realizadas por um médico: o aborto necessário ou em caso de estupro, com o consentimento da gestante ou, se ela for considerada incapaz, de seu representante legal.
O aborto é visto hoje por quem o defende como um direito da mulher, que teria assim o controle sobre o próprio corpo e poderia escolher seguir ou não com uma gravidez.
No entanto, essa visão é recente, fruto de décadas de lutas feministas pelo reconhecimento da igualdade jurídica entre homens e mulheres, que só foi oficialmente estabelecida no Brasil a partir da Constituição Federal de 1988.