A Argentina inesperademente sofreu para vencer Cabo Verde na segunda fase e viu suas chances de título na Copa do Mundo caírem de 16,4% para 15,7%. Com isso, os hermanos agora são os terceiros com mais possibilidades de vencerem o Mundial, ultrapassados pela Espanha, com 16,3%. A França segue muito favorita, agora com 24,5% chances de título.

Quem também subiu foi a Inglaterra, agora na quarta colocação, com 7,9%. O Brasil aumentou suas chances (de 5,9% para 6,4%), mas caiu para o quinto lugar.

Os outros classificados da sexta-feira também viram suas chances crescerem. O Egito, que passou pela Austrália nos pênaltis, subiu de 0,9% para 1,2% de possibilidades. A Colômbia, que derrotou Gana, foi de 2,0% para 2,9%.

Veja as chances atualizadas de ser campeão da Copa do Mundo de 2026:

  • França: 24,5%
  • Espanha: 16,3%
  • Argentina: 15,7%
  • Inglaterra: 7,9%
  • Brasil: 6,4%
  • Bélgica: 5,0%
  • Marrocos: 4,8%
  • Portugal: 3,5%
  • México: 3,5%
  • Colômbia: 2,9%
  • Noruega: 2,5%
  • Suíça: 2,5%
  • Estados Unidos: 1,8%
  • Egito: 1,2%
  • Paraguai: 0,8%
  • Canadá: 0,7%

Metodologia

Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, a equipe Gato Mestre analisa as campanhas realizadas por cada uma das 48 seleções classificadas ao longo das Eliminatórias e ao longo da Copa do Mundo. Probabilidades mudam a cada rodada ou fase de acordo com o desempenho das equipes em campo.

– Essa é a fotografia estatística do momento, antes de o primeiro jogo ser disputado. Resume a chance estimada de alcançar cada fase do torneio com base nos parâmetros atuais do modelo. Não se trata de uma certeza e nem de um palpite fixo, apenas uma probabilidade que muda conforme os resultados vão sendo conhecidos – explicou o economista Bruno Imaizumi.

A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.

– Entre os dados mais importantes estão, em ordem do mais relevante para o menos relevante, o xG (expectativa de gol das finalizações, com o uso de dados posicionais), o Ranking da Fifa, uma proxy de qualidade do elenco baseada no valor de mercado de cada atleta a partir dos dados disponibilizados pelo site Transfermarkt, especialista em mercado de transferência, e o histórico de participações em Copas do Mundo. Todos esses fatores ajudam a capturar tanto a força recente quanto a experiência competitiva de cada equipe – diz Imaizumi.

*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.